A MATANÇA É PROIBIDA NO ISSLAM!
A agressão contra pessoas inocentes, o extermínio, o sequestro de aviões e qualquer outra forma de terrorismo são contrários ao Isslam, sendo por isso crime e pecado, independentemente da nacionalidade, religião ou etnia das vítimas, pois de acordo com o Al-Qur’án, perante Deus toda a agressão gratuita é detestável.
O Isslam não tem dois pesos nem duas medidas como têm os outros. Em nenhuma circunstância permite a agressão gratuita contra inocentes, seja contra a vida, a propriedade ou a honra de quem quer que seja, mesmo que essa agressão parta da autoridade instituída.
O Profeta Muhammad (S) no seu derradeiro sermão por ocasião da última Peregrinação, afirmou clara e publicamente que a vida, a propriedade e a honra das pessoas são sagradas, sendo por isso que qualquer atentado contra elas é terminantemente proibido.
Mesmo em estado de guerra o Isslam não permite a matança de não combatentes, mulheres, crianças, velhos, e monges retirados em adoração nos mosteiros.
E foi a justeza destas posições que levou a que os historiadores ocidentais reconhecessem que o Mundo jamais conhecera conquistadores mais justos e compassivos que os árabes muçulmanos.
E o Isslam proíbe inclusive a agressão contra animais, pois sobre isso o Profeta Muhammad (S) disse uma ocasião, que uma mulher foi lançada ao fogo do Inferno por durante a vida ter infligido maus tratos a um gato.
O Isslam não permite qualquer tipo de entretenimento com recurso ao sofrimento, dor e morte de animais, como é o caso das touradas ou do tiro aos pombos.
Se Deus abomina o mau trato aos animais, que dizer então dos atentados bombistas, da tomada de reféns em escolas, centros comerciais ou restaurantes, dos sequestro de pessoas em aviões, submetidas ao terror, em que cada minuto parece um ano, ameaçadas de morte a qualquer momento como forma de pressão e chantagem contra qualquer governo?
Como é que se sentirão essas pessoas numa situação de total desespero?
Segundo o Isslam, ninguém deve pagar pelos erros de outrem, por mais próximo que lhe seja. O filho não paga pelos erros do pai e nem este pelos daquele, nem neste nem no Outro Mundo. E esta é que é a verdade e justiça estabelecidos pelo Al-Qur’án.
Por isso, alguém que reivindique ser um verdadeiro muçulmano não se pode vingar no cidadão comum de alegadas ofensas cometidas pelo governo de que ele é súbdito.
Suponha-se que o governo de algum país comete um acto condenável à luz do direito internacional ou da religião, que culpa teria o cidadão desse país para ser castigado?
O Isslam valoriza o Ser Humano, vivo ou morto, pois sobre isso o Profeta disse que quem quebrar um membro de um morto é como se o fizesse quando ainda vivo.
Matar é um crime tão horrendo quão condenável, que o Al-Qur’án afirma categoricamente, que quem matar um inocente é como se tivesse morto toda a Humanidade, e não só, o Profeta (S) disse ainda que o simples apontar de uma arma é motivo suficiente para se ser amaldiçoado pelos anjos. Portanto se o simples apontar de uma arma constituiu crime, que dizer então do seu uso na morte de um inocente?
O Isslam condena o recurso de meios ilícitos mesmo que seja para se alcançar objectivos nobres. Rejeita a filosofia do maquiavelismo em que tudo vale, incluindo o assassinato para se alcançarem determinados objectivos.
Para se alcançar um objectivo lícito, devem-se usar meios igualmente lícitos e não meios sujos com recurso à humilhação, ao terror e ao derramamento injusto de sangue de inocentes. E é por isso que o Isslam rejeita a obtenção de riqueza por meios ilícitos, mesmo que seja para gastar em caridade e outras causas nobres.
Portanto, o Isslam nada tem a ver com os recentes acontecimentos em Paris. Aliás o suicídio cometido por alguns, supostamente em nome do Isslam, é terminantemente proibido.
É recomendável que se investiguem com profundidade as motivações do terrorismo, da mesma forma que se afigura recomendável que as Nações Unidas e outros fóruns internacionais promovam colóquios e conferências para discussão e definição de terrorismo, pois quer parecer que sob a capa de combate ao terrorismo há razões obscuras.
A história é rica em ensinamentos que revelam que a maior parte dos conflitos não tiveram solução militar, pelo contrário, esta apenas serve para radicalizar as posições de cada oponente, derramando-se mais sangue e semeando mais ódio nos corações das pessoas.
Qualquer pessoa simpática e com um mínimo de bom senso, sabe que a guerra apenas trás sofrimento humano, em que as maiores vítimas são os inocentes.
Portanto, a opção militar não se afigura correcta e nunca será a solução mais adequada, aliás a história comprova isso.
Ao invés de se gastarem triliões de dólares em operações militares que vão aniquilar não apenas algumas pessoas, mas sobretudo milhares de inocentes, dever-se-ia aplicar essa fortuna na educação, na saúde e no bem-estar dessas pessoas, pois milhares de afegãos, sírios, iraquianos, palestinos, líbios, etc., morrem à fome e de doenças endémicas.
Devemos ser como as abelhas que só consomem coisas boas e quando poisam sobre algo, pois nunca é para estragar.
Os meios de comunicação devem ser um verdadeiro espelho que reflecte as boas coisas, chamando para a moral, para o bom comportamento, para o combate a tudo o que leva os povos a se destruírem mutuamente, aos males sociais como o adultério, as drogas, o álcool, a prostituição, etc.
Alguns, nos seus discursos dizem ser contra a violência, mas nas suas acções apenas revelam violência contra os outros. Dizem-se defensores do diálogo, mas usam a força contra os outros. Falam de liberdade, justiça e Direitos Humanos, mas apenas para eles e nunca para os outros.
Deus, sendo Todo-Poderoso, não comete opressão contra quem quer que seja, e Ele jura pela Sua Majestade apoiar o oprimido, pois enquanto o opressor fica dormindo, o oprimido mantém-se acordado e a chorar, invocando a Deus, que é a sua única consolação.
E Deus nunca dorme, nem nunca se esquece. Devemos aprender da história dos faraós e de outros grandes déspotas que passaram por esta vida. Onde é que eles estão?
[Shk. Aminuddin Muhammad, aos 19 de Novembro de 2015]