A palavra “Dúnya”, um termo árabe que deriva de “Daná”, tem dois significados: Perto ou próximo, e baixo.
Esta vida terrena chama-se “Al-Hayátud-Dúnya”, porque ela está perto, mais próxima e é a aparente. É a existência corrente que nós conhecemos e também porque ela é inferior, baixa e superficial, comparativamente à vida verdadeira assim como Deus chama à vida do Além (Ákhira).
“Dúnya” é o local que contém todos os objectos de desejo da paixão humana nesta vida. Na realidade, esta vida é uma mera transição ou local de passagem e não tem nenhuma permanência ou significado duradoiro.
“Dúnya” é o local que contém todos os objectos de desejo da paixão humana nesta vida. Na realidade, esta vida é uma mera transição ou local de passagem e não tem nenhuma permanência ou significado duradoiro.
A vida deste mundo e tudo o que nele existe, é como se fossem plantas bonitas ou colheitas que impressionam aos que olham para elas, mas que em breve são transformadas em folhas secas e poeira que é soprada pelos ventos.
O Profeta Muhammad (S) disse: “A vida deste mundo, comparativamente à vida após a morte, não é nada senão aquilo que fica depositado no dedo de uma pessoa após esta mergulhá-lo no oceano”. A vida deste mundo foi feita de forma atractiva para a Humanidade.
O Isslam não rejeita esta vida e nem olha para ela como se fosse necessariamente um mal. Aliás o que nós sentimos em relação ao que nos rodeia, são desejos naturais que Deus criou dentro de nós, e que apenas precisam de ser encaminhados naquilo que Ele nos permitiu ou nos encorajou, e não permitir que esses desejos controlem as nossas acções e crenças, deixando-nos resvalar para a desobediência à Deus.
Portanto, esta vida é um local temporário, de teste, que determinará a nossa condição e estado permanente na vida do Ákhira (Além).
O Profeta (S) disse: “Na verdade, este Dúnya (mundo) é atractivo e doce, e Deus fez-vos herdeiros disso para observar como vos comportais nisso. Portanto, cuidado com este Dúnya”.
O Profeta (S) disse: “Na verdade, este Dúnya (mundo) é atractivo e doce, e Deus fez-vos herdeiros disso para observar como vos comportais nisso. Portanto, cuidado com este Dúnya”.
Não foi ordenado ao muçulmano, como acontece noutras crenças, virar costas às coisas desta vida só porque elas são mundanas. Pelo contrário, foi dito ao muçulmano para procurar explorar e usar essas coisas na obediência à Deus.
Consta no Al-Qur’án, Cap. 28, Vers. 77:
“E procura ganhar, naquilo que Deus te Deu, a última morada, e não te esqueças da tua porção neste mundo, e sê bondoso para com as pessoas, como Deus foi bom contigo. E não procure semear a corrupção na Terra, por certo, Deus não ama os corruptores”.
Consta no Al-Qur’án, Cap. 28, Vers. 77:
“E procura ganhar, naquilo que Deus te Deu, a última morada, e não te esqueças da tua porção neste mundo, e sê bondoso para com as pessoas, como Deus foi bom contigo. E não procure semear a corrupção na Terra, por certo, Deus não ama os corruptores”.
Todavia, à medida que nós nos entregamos aos prazeres deste mundo, dentro dos limites estabelecidos por Deus, não devemos esquecer a sua “baixeza” comparativamente à provisão de Deus no Ákhira para aqueles Seus servos que eram obedientes neste “local de passagem”.
Deus diz no Al-Qur’án, Cap. 3, Vers. 14:
“Foram embelezados para as pessoas o amor pelos haveres apetitosos: as mulheres, os filhos, os quintais acumulados de ouro, os cavalos assinalados (de raça), os rebanhos e os campos cultivados. Tudo isso é o gozo da vida terrena, mas é junto de Deus que está o melhor regresso”.
Deus diz no Al-Qur’án, Cap. 3, Vers. 14:
“Foram embelezados para as pessoas o amor pelos haveres apetitosos: as mulheres, os filhos, os quintais acumulados de ouro, os cavalos assinalados (de raça), os rebanhos e os campos cultivados. Tudo isso é o gozo da vida terrena, mas é junto de Deus que está o melhor regresso”.
Deus não proibiu às pessoas o amor para com essas coisas, nem as considerou um mal, mas Ele fez delas um teste para ver como actuamos perante tais coisas.
Será que vamos ser escravos dos objectos das nossas paixões e com isso começamos a desobedecer e nos rebelamos contra Deus, ou vamos utilizá-las na obediência à Deus?
Será que vamos ser escravos dos objectos das nossas paixões e com isso começamos a desobedecer e nos rebelamos contra Deus, ou vamos utilizá-las na obediência à Deus?
O Profeta (S) previa que as pessoas depois dele, teriam muita riqueza, por isso ele alertou-nos dizendo: “Uma das coisas que eu temo para vós depois de mim, é aquilo que será dado a vós das flores e ornamentos deste Dúnya”.
Deus também nos chama à atenção no que diz respeito às consequências decorrentes do facto de nos desleixarmos, permitindo que o Dúnya nos arraste, ao invés de nele vivermos na mais estrita obediência às Suas ordens.
Consta no Al-Qur’án, Cap. 35, Vers. 5:
“Ó gente! Por certo, a promessa de Deus é verdadeira, portanto, não vos iluda a vida deste mundo, e que o ilusor (satanás) não vos iluda acerca de Deus”.
Consta no Al-Qur’án, Cap. 35, Vers. 5:
“Ó gente! Por certo, a promessa de Deus é verdadeira, portanto, não vos iluda a vida deste mundo, e que o ilusor (satanás) não vos iluda acerca de Deus”.
E no Cap. 29, Vers. 64 consta:
“A vida deste mundo não é, senão um entretenimento e brincadeira. Só a derradeira morada é que é a verdadeira vida. Ah! Se soubésseis”.
“A vida deste mundo não é, senão um entretenimento e brincadeira. Só a derradeira morada é que é a verdadeira vida. Ah! Se soubésseis”.
Este Dúnya é uma machamba para o Além. Quanto mais a pessoa puder semear, melhor, pois melhor colherá na Última vida.
[Shk. Aminuddin Muhammad, aos 22 de Setembro de 2016]
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